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terça-feira, 10 de novembro de 2015

OS SANTOS ANJOS DA GUARDA


3 — Como ofende aos Anjos o escândalo 

Muito se fala de escândalo, mas poucos sabem o que se entende por essa palavra. Dar escândalo é, na definição da ascese católica, nada mais que oferecer a outros ocasião de pecado. “Isto, diz S. Tomás, de dois modos se pode fazer: ou diretamente, ou indiretamente” (2. 2. q. XLIII).
O escândalo é direto quando o escandaloso tem em vista a ruína espiritual do próximo.
É indireto quando não se tem em mente tão perversa intenção, mas apenas se prevê que ações ou palavras são ao próximo, ocasião de ruína espiritual, e não obstante se faz tal ação ou dizem tais palavras, sem que para isto haja uma justa razão.

Em ambos os casos, entretanto, o resultado ou fim, intencionado ou não, do ato escandaloso, é a ruína do próximo. E assim é o escândalo o maior dos males que a ele podemos fazer.
E pior é matar-lhe a alma e tirar-lhe a vida sobrenatural, que lhe custou o Sangue de Cristo, do que privá-lo da vida natural, que lhe custou simplesmente um ato de sua onipotente vontade.
O escandaloso é um assassino de almas e um esbanjador do Sangue de Cristo. O escandaloso deita a perder tudo o que Cristo sofreu de agonias e dores, de tormentos e injúrias, de injustiças e escárnios.
Se se pudessem ver as almas mortas, a muitas delas veríamos cobertas das feridas deixadas pelo punhal assassino do escandaloso.
Ora, o que não veem os nossos olhos, por não perceberem o que é espiritual, veem-no os Anjos de Deus, que são da mesma natureza de nossas almas. O seu horror, então, pelos que escandalizam os inocentes, é bem semelhante ao de Jesus Cristo, que pronunciou severíssimas palavras a esse respeito. Perguntaram-lhe certa feita os seus discípulos quem era o maior no reino dos céus. Chamou então, Jesus, a uma criancinha, colocou-a em meio deles e lhes disse que o maior no reino dos céus seria o que fizesse como aquela criança. E ajuntou depois: “aquele que escandalizar a uma dessas criancinhas, seria bem que fosse lançado no fundo do mar com uma pedra de moinho atada ao pescoço.”
A enérgica expressão de Nosso Senhor Jesus Cristo, traduz bem todo o horror que as almas santas sentem pelo escandaloso. Ora, os Anjos, são as criaturas mais santas que Deus já criou, excetuada Maria Santíssima. Quanto, pois, o pecado de escândalo os ofenda, bem se pode compreender.
Mas, além disso, ainda outros motivos mais particulares há pelos quais o escândalo seja ofensivo aos Anjos. E estes motivos são os meios de que usa o escandaloso, o chefe a cujos serviços se põe e o fim que tem em vista. Um, o Anjo, quer a salvação do homem, outro (o escandaloso) a sua ruína e condenação. Um, para esse efeito, sugere castos pensamentos, excita santos afetos, estimula a fugir do pecado e a praticar o bem, e o outro procura infundir nas almas perversas ideias, desperta as paixões mais vergonhosas nos corações, tudo faz para desencaminhar os bons.
Por fim, um é mensageiro de Deus, seu ministro e embaixador, outro sequaz do príncipe das trevas, seu agente e representante.
Portanto, foge, aborrece, abomina com todas as tuas forças ao pecado de escândalo, sumamente injurioso a Cristo, e ofensivo ao santo Anjo da Guarda.
E guarda-te, sobretudo, de escandalizar os inocentes, pois, diz Cristo Nosso Redentor: “os seus Anjos, no céu, sempre veem a face de meu Pai, que está nos céus: Angeli eorum, in coelis, semper vident faciem Patris mei, qui in coelis est.”[1]

[1] Mat. XVIII, 10. — Este lugar da Escritura é um dos mais evidentes e eficazes para demonstrar a verdade da guarda dos Santos Anjos. “Que cada fiel de Cristo seja assistido por um Anjo, diz S. Basílio, tal como de um preceptor e pastor a lhe reger a vida, ninguém o poderá contradizer, se se lembrar das palavras do Senhor, quando disse: “não desprezeis” etc. — Cont. Eunon. I, III

terça-feira, 3 de novembro de 2015

A assombrosa história do Papa que foi para o purgatório e implorou por ajuda!

Muitos cristãos passarão primeiro pelo purgatório, a fim de serem purificados e poderem entrar sem mácula na presença santíssima de Deus

O Papa Inocêncio III, pontífice de 1198 até 1216, foi um dos papas mais influentes da história.

Foi ele que concedeu a São Francisco de Assis e ao seu pequeno grupo de seguidores a permissão para fundar a Ordem dos Frades Menores. Foi ele que convocou o IV Concílio da Latrão, no qual foi definida dogmaticamente a doutrina da transubstanciação. Ele fez grandes esforços para combater as heresias na Europa e repelir a invasão das hordas muçulmanas. Em parte, a sua grande energia se devia à incomum juventude com que foi eleito papa: 37 anos de idade.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Paciência nas afrontas

Por Santo Afonso de Ligório

"Sór Maria da Ascensão, quando recebia alguma afronta, corria logo ao altar do SS. Sacramento e dizia: Meu divino Esposo, eu vos ofereço este mimo. Dignai-vos aceitá-lo e perdoar a quem me ofendeu. Porque não havereis de fazer assim? É necessário sofrer tudo para conservar a caridade. O Padre Alvares dizia que esta virtude é fraca, enquanto não passou pelas provas dos maus tratos. É nestas ocasiões que se conhece, se uma alma tem caridade. Quando alguém vos falar com cólera, vos injuriar ou censurar de alguma coisa, respondei-lhe com doçura, e o vereis logo aplacada, porque está escrito: Uma resposta branda detém e acalma a ira. Assim como o fogo não pode ser extinto pelo fogo, nota S. João Crisóstomo, assim também a ira não pode ser apaziguada pela ira. — Aquela pessoa vos fala com ira; vós lhe respondeis com cólera: como quereis que se acalme?

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Da Paciência na desolação Espiritual

Santo Afonso de Ligório

Devemos, finalmente, praticar a paciência no desamparo espiritual. É este o sofrimento mais doloroso e atroz que pode atingir uma alma que ama a Deus. Quando um cristão piedoso goza de consolações espirituais, todas as injúrias, todas as dores, todas as perdas e perseguições não são capazes de perturbar; antes aumentam a alegria de seu coração por lhe darem ocasião de oferecer ao Senhor esses padecimentos e unir-se mais intimamente com ele. Ao contrário, causa a uma alma que ama a Deus o mais atroz tormento não sentir mais em si nenhuma devoção, nenhum zelo, nenhum santo desejo, mas só frieza e aridez na oração e na santa comunhão. É prova de seu amor quando continua no seu caminho, sem nenhum estímulo sensível e até sentindo repugnância interna e tormento de espírito. 

"O Senhor prova aqueles a quem ama por meio de secura de espírito e tentações" diz a Santa (Vida, c.11). 

Um dos maiores erros modernos: Confundir Fé com sentimentalismo

Esse artigo não está relacionado a modéstia, entretanto está relacionado a devoção e vida interior, a qual está intimamente ligada a nossos comportamentos e atitudes. Por isso, acho de extrema importância a abordagem destes temas aqui no blog. Principalmente porque vemos muito em nosso grupo do whatsapp e também na página pessoas que confundem a Fé com sentimentalismo! E alguns ainda vem com aquele ar de "docilidade" e "fábios de melos" e cia dizer frases prontas de que "precisam amar mais" por exemplo, quando veem alguém condenando alguma heresia ou algo que fere a fé católica. Tais erros são muito comuns nos meios católicos. 

Certa vez presenciei uma cena lastimável, a qual creio que serve de exemplo para o começo de nosso artigo, estava eu rezando o terço em uma Igreja, fora de horários de missas, estava com uma amiga, e logo entrou uma mulher. Ela entrou na Igreja, foi até o sacrário que estava no altar, se ajoelhou, ergueu as mãos como fazem os protestantes e começou a "orar em línguas" como os protestantes pentecostais, chorar, falar com voz ritmada, colocava a mão no sacrário, fez uma tremenda baderna no lugar santo! Sendo que ali é lugar de SILÊNCIO E ORAÇÃO. Isso até atrapalhou a recitação do terço que estávamos fazendo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O perigo e os males da Vaidade Feminina

Texto de Felipe Lustosa

"A vaidade, para a mulher, é mesmo a tentação perigosíssima, de consequências temíveis. Esta é uma daquelas verdades que saltam aos olhos. Por isso, agem com maturidade e sabedoria as mulheres católicas que não costumam postar fotos suas em rede social. Estas mulheres precavidas fecham as portas da alma para os elogios traiçoeiros e, não raramente, CHEIOS DE MALÍCIA, que homens inconvenientes costumam comentar em fotos de moças em rede social.

Moça católica: eu, de minha parte, não sei se você percebeu, mas as redes sociais, no que diz respeito à publicação de fotos pessoais, encontram a sua razão de ser apenas dentro de uma frívola cultura de exibição individual. E é desnecessário dizer que esta cultura é imoral e ofensiva a Deus. Portanto, você não pertence a ela. Quem pertence são as mulheres do mundo. Estas sim se exibem nas redes sociais, porque condiz com os seus vícios e paixões de mulher insensata. Você, moça católica, deve agir de modo radicalmente diverso. Não deve ficar se exibindo e alimentando a sua vaidade, das outras mulheres, e muito menos atraindo olhares masculinos para si.

E não interessa se você não está usando de roupas indecentes nas fotos, moça. A sua impostura em se exibir já é, por si só, um ato que fere a modéstia.

Você consegue imaginar, moça, uma grande Santa usando um recurso como o Facebook da forma que você usa? Exibindo, amiúde, fotografias pessoais acessíveis a centenas, milhares de desconhecidos, vários homens inclusive, cheios de sensualidade, que fitam as suas fotos e as veem como uma ocasião para comentários ousados e inconvenientes?

Um piedoso Santo católico ensina que as donzelas não devem nem desejar ver, nem serem vistas. Moça, não queira fazer de sua vida, de seu corpo, de sua rotina, uma atração exposta nas vitrines de uma rede social de alcance mundial e com milhões de usuários. Não queira que seus encantos e beleza roubem para si a glória que deve pertencer exclusivamente às virtudes de sua alma de mulher piedosa, reservada e modesta. Você está neste mundo para amar e servir a Deus e nada mais. Deve evitar todos os hábitos que não agradem a Deus, que não conduzam a Deus. Quem se entretém amiúde com Deus, moça, não se interessa em exibir-se em rede social.

Sua ambição deve consistir em imitar as virtudes de Maria. Da Santa Virgem, que, por ser humilde e reservada, desejou ocupar o último lugar no cenáculo; que, pelo desprezo que nutria pelas honrarias, não foi vista no dia de ramos, quando seu Filho foi homenageado; que, pela virtude da mortificação, que possuía em grau elevado, caminhava sempre com a cabeça baixa, como que fugindo dos olhares, e nunca fitava os olhos em ninguém; que tinha uma predileção especial pela solidão e, por amor ao recolhimento da alma, desprezava o mundo, porque cada batida de seu coração era um fervoroso ato de louvor à honra e à glória de Deus, e um fulminante ato de desprezo de si mesma".

sábado, 17 de outubro de 2015

O Amor do mundo torna os homens insensatos

Por Santo Afonso de Ligório

Nossa Senhora em Fátima veio nos pedir
conversão e devoção a seu Imaculado
Coração. Que esse texto nos sirva de
exemplo e meio para mudarmos nossa vida e
nossos maus hábitos. Nossa Senhora de
Fátima, rogai por nós.
Os mundanos, isto é, os que por apego aos prazeres, honras e riquezas deste mundo, se descuidam do negócio mais importante, de sua eterna salvação, são por isso mesmo dignos de lástima; sua maior desgraça, porém, consiste em se terem na conta de sábios e prudentes, não passando de grandes loucos e imprudentes, e o pior é que são inumeráveis. Infinito é o número dos insensatos (Ecli 1,15). Este é ávido de honras, aquele de prazeres, este de riquezas perecíveis, aquele de glória e fama. E tais homens ousam chamar de insensatos os santos que, desprezando os bens deste mundo, conseguiram a salvação eterna e o Sumo bem, Deus. Dizem ser loucura suportar os desprezos e perdoar as injúrias, renunciar às honras e riquezas e procurar a solidão para levar uma vida humilde e oculta. Não pensam, contudo, que a sua sabedoria é denominada loucura pelo próprio Deus. "A sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus" (1 Cor 3,19). 

Oh! Terão eles uma vez de confessar sua loucura. Mas quando? Quando já não houver mais meios de repará-la. Exclamarão então no desespero: "Insensatos de nós, que considerávamos loucura a vida deles e seu fim desonra" (Sab 4,4). Como fomos desgraçados! Julgávamos loucos os santos em seu modo de viver, e agora vemos que nós éramos os loucos. "Eis que eles são contados entre os filhos de Deus e sua sorte é entre os santos". A felicidade deles é eterna e a nossa sorte é arder eternamente neste abismo de tormentos como escravos do demônio. "Desviamo-nos, pois, do caminho da verdade e a luz da justiça não brilhou para nós". 

sábado, 5 de setembro de 2015

Ter paciência nas injúrias e perseguições

Por Santo Afonso de Ligório


"Outra ocasião de praticar a paciência nos oferecem as injúrias e perseguições a que, às vezes, estamos expostos. Não cometi falta alguma, dizes, por que deverei suportar pacientemente essa ofensa ou perseguição? Deus, certamente, não exige tanto! Mas não sabes o que Jesus Cristo respondeu a S. Pedro Mártir, quando ele se queixava de ter sido encarcerado injustamente? Senhor, que mal fiz eu para ter de sofrer esta perseguição? perguntava o santo. E Jesus crucificado lhe respondeu: E que mal fiz eu para ser pregado nesta cruz?

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Os difamadores, fofoqueiros ...

Texto de Santo Afonso de Ligório

" (...) alguns há que não podem mover a língua sem ofender os outros e falar de alguém a não ser mal. Estes faladores sem caridade deveriam ser EXPULSOS de todas as comunidades ou ao menos viver presos a vida inteira, pois só servem para impedir o recolhimento, a devoção e a paz dos outros. Permita Deus que não findem sua vida como aquele difamador, que, no leito da morte, num ímpeto de cólera, cortou a sua própria língua e assim expirou. S. Bernardo fala de um outro, cuja língua inchou instantaneamente, quando pretendia detrair S. Malaquias, e foi devorada por vermes, morrendo ele depois de sete dias de atrozes sofrimentos. (...) 

Tornamo-nos culpados de difamação não só quando revelamos faltas ocultas do próximo, mas também quando interpretamos mal suas obras ou lhe atribuímos uma má intenção; quando contestamos suas boas ações ou lhe negamos o louvor merecido. De que não é capaz uma língua difamante, para tornar crível o mal que afirma do próximo! Ela começa com louvor e acaba com censura, dizendo, por exemplo: fulano possui muitos dotes, mas é muito soberbo; sicrano é muito liberal, mas vingativo, e assim por diante.

Procura falar unicamente bem de teu próximo, alma cristã; fala de tal modo dos outros como desejarias que falassem de ti. Quanto aos ausentes, segue o conselho de S. Madalena de Pazzi: De um ausente não se deve dizer coisas que não se diriam se estivesse presente. Ao ouvires alguém difamar os próximo, evita excitá-lo ainda mais, mostrando agrado nisso, pois assim te tornarias igualmente culpado de seu crime. A um tal deves repreender, cortar a conversa ou então abandoná-lo e não lhe dar resposta nem atenção. "Circunda teus ouvidos com espinhos e não ouças a uma língua má" diz o Espírito Santo (Ecli 28,28). Pelo menos deves dar a conhecer, quer por teu silêncio ou semblante displicente, quer abaixando os olhos, que tal conversa te desagrada. Comporta-te de tal forma que, depois, ninguém mais ouse atacar, em tua presença, a boa reputação dos outros. 

Guarda-te de igualmente relatar a teu próximo o que um outro disse dele, pois de tais mexericos originam-se, muitas vezes, rancores e discórdias que duram meses, e anos. Rigorosas contas exigirá Deus das línguas que espalham intrigas. Quem ocasiona discórdia atrai das sobre si a ira de Deus. "Seis são as coisas que o Senhor aborrece e sua alma detesta a sétima" (Sab 6,16). Estas sétima coisa é a pessoa que 'espalha a discórdia entre irmãos'. Se alguém no calor da paixão, diz algum mal de outrem, sofre-se com paciência. Mas como poderá Deus suportar aquele que, com sangue frio, semeia a discórdia e perturba a paz dos outros? Se ouvires alguém falar mal do próximo, faze o que te ensina o Espírito Santo: 'Ouviste alguma palavra contra teu próximo? deixa-a morrer juntamente contigo' (Ecli 19,10). Não deves dar-te por satisfeito guardando-a em teu coração, mas deves deixá-la morrer nele. Quem estiver preso a algum lugar poderá escapar; quem está morto, porém, não poderá jamais abandonar o sepulcro. Não devemos dar a conhecer nem sequer a mínima coisa do que ouvimos, pois, feita a menor alusão, ainda que seja por uma meia palavra ou aceno de cabeça, se poderá concluir das circunstâncias ou, pelo menos, suspeitar do que se trata. Há pessoas, que, tendo ouvido algum segredo, parecem sofrer dores mortais por não poder revelá-lo, como se esse segredo fosse um espinho que traspassa o coração e que deve ser arrancado o mais depressa possível. Não procede assim; quando ouvires que teu próximo cometeu uma falta, cala-te a esse respeito e só a poderás revelar quando isso for necessário para o bem alheio ou do culpado".

Escola da Perfeição Cristã - Santo Afonso Maria de Ligório;

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

São Francisco de Sales - Pensamentos consoladores


"Tende confiança em vossas provas. 
Não esqueçais que convém que a folha caia, 
para que reverdeça a árvore; 
que convém que a semente morra no seio da terra, 
para que se transforme em haste rejuvenescida e renovada. 
Ainda algum tempo de dor bem pacientemente suportada, 
e essa mortalidade se transformará em imortalidade gloriosa, 
essa decomposição que nos espera, 
há de transformar-se em luz brilhante! 
E reunidos com os bons no lugar de doce alívio e eterna paz, 
onde não há luto, nem gemido, nem dor de espécie alguma, sereis felizes, 
de uma felicidade serena e imperturbável, 
pois não vos preocupareis com o pensamento 
de que ela possa terminar, diminuir, arrefecer. 
Então direis: bem empregado o sofrimento
que durante a vida eu padeci, 
abençoadas as minhas dores, lutos e aflições. 
Instantes passageiros, minutos fugitivos, 
benditos para sempre sejais, 
pois me granjeastes a felicidade eterna!"


(São Francisco de Sales - Pensamentos consoladores)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Vaidade no vestir e comunhão frequente...

Acompanhe abaixo um belíssimo texto de Santo Afonso a respeito de quem tem o desejo de aparecer demais, de ser elogiada demais pelos outros, querendo ser o centro das atenções e tem sempre uma vaidade exagerada no vestir. Isso tudo pode nos afastar de Deus?
Certamente, e podemos comungar em tal estado, nutrindo tais coisas dentro de nós? É o que o santo doutor responde.



"Quantas pessoas deixam de procurar a comunhão para não se sentirem obrigadas a viver com maior recolhimento e maior desapego das coisas desta terra. Esse é o motivo verdadeiro porque muitos não comungam com maior frequência. Sabem que a comunhão diária não pode estar junto com o desejo de aparecer, com a vaidade no vestir, com o apego aos prazeres da gula, as comodidades, as conversas maldosas. Sabem que deveria haver mais oração, praticar mais mortificações internas e externas, maior recolhimento. É por isso que se envergonham de aproximar mais vezes da comunhão. Sem dúvida, tais pessoas fazem bem em deixar a comunhão frequente enquanto se acham neste estado lastimoso de tibieza. Mas deve sair dessa situação de tibieza quem se sente chamado a uma vida mais perfeita e não quer pôr em perigo a própria salvação eterna."

Santo Afonso de Ligório - A Prática do Amor a Jesus Cristo
(Grifos nossos).

sábado, 1 de agosto de 2015

Filaucia - Quem merece seu melhor?

O amor próprio é algo que atrapalha muito nosso progresso espiritual. Ele nos cega, nos faz fazer tudo por nós mesmos, querer sempre estar bem e nunca sofrer, sempre sendo bem visto por todos e elogiados. Tudo isso não são coisas que apenas você e eu buscamos, mas todo ser humano. É o que chamamos de Filaucia, ou seja: o amor desordenado por nós mesmos. 

Pensando sobre esse assunto e refletindo sobre o mundo atual, analisando pequenas situações e atitudes dos seres humanos pensei em escrever esse artigo, que serve como uma meditação para nós mulheres católicas que servimos a Deus. 

Quem merece seu melhor? Para quem você tem dado seu melhor? Para o mundo? Para si mesma? Ou para Deus? Que tipo de coisas você tem feito somente para Deus, esquecendo-se a si mesma (o)?

terça-feira, 21 de julho de 2015

Três meios contra a raiva, Por S. Afonso de Ligório.

Por Santo Afonso de Ligório


"Para isso sirvamo-nos dos seguintes meios:

A mansidão no trato com o próximo e os remédios contra a COLERA

Por São Francisco de Sales

"(...)

Hás de compreender bem, Filoteia, o que diz Jesus Cristo; que devemos aprender dele a ser mansos e humildes de coração e que estes crisma místico deve estar em nosso coração; é, pois, um perigoso ardil do inimigo deter as almas no exterior destas duas virtudes.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Não se perdoa a todos igualmente - Por Santo Afonso de Ligório

Santo Afonso Maria de Ligório - Doutor da Igreja.

"Omnia in mensura et numero et pondere disposuisti - Dispuseste todas as coisas com medida e conta e peso." (Sab 11,21)

sábado, 11 de julho de 2015

10 Sugestões de Santo Antônio para fazer penitência pelos pecados

Santo Antônio de Pádua sempre foi dedicado ao tema da conversão e da penitência. Ele nos sugere pelo menos 10 formas de realizar algum exercício penitencial.


1. Renúncia à própria vontade;
2. Abstinência de comida e bebida;
3. Rigor do silêncio;
4. Vigílias de oração durante a noite;
5. Derramamento de lágrimas;
6. Dedicação de tempo à leitura;
7. Trabalho físico exigente;
8. Ajudar generosamente os outros;
9. Vestir-se modestamente;
10. Desprezar a própria vaidade.

Sermão do Domingo de Pentecostes, 1§7 / Santo Antônio de Pádua.

Fonte: http://www.cantualeantonianum.com/

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Diferença entre Delicadeza de consciência e ser escrupuloso

Começo este artigo com uma citação de um santo que já citei tantas vezes neste blog, que acho que os seguidores já até cansaram de ler a respeito dele! Simm!!! Santo Afonso Maria de Ligório. Meu Santo de devoção a quem leio tudo que posso a respeito, a quem amo de coração. Vamos a uma frase dele para iniciar nosso artigo de hoje: 

"Note-se que uma coisa é ser delicado de consciência, e outra é ser escrupuloso. Ser delicado de consciência é uma necessidade para se tornar santo. Ser escrupuloso é um defeito e nos faz mal; devemos, por isso, obedecer ao diretor espiritual e vencer os escrúpulos, preocupações inúteis e sem razão." [1]

sábado, 4 de julho de 2015

Do levantar e do deitar - São João Batista de La Salle

"Embora a boa educação não tenha regras no que se refere ao tempo em que se deve estar deitado e em que se deve levantar, é conveniente levantar-se desde o amanhecer, porque, além de ser um defeito o dormir demais, é uma coisa vergonhosa e insuportável, diz Santo Ambrósio, que o sol levante nos encontre na cama. Também é mudar e inverter a ordem da natureza fazer do dia a noite e da noite o dia, como fazem alguns. É o demônio que leva a agir assim: como ele sabe que as trevas dão ocasião ao pecado, é fácil que façamos nossas ações durante a noite. Sigamos antes o conselho de São Paulo. Deixemos - diz ele - as obras das trevas e caminhemos, isto é, trabalhemos com bons modos, como se deve fazer durante o dia. Para isto sirvamo-nos das armas da luz, demos a noite ao sono, e empreguemos o dia para fazer todas as nossas ações. Certamente teríamos vergonha e confusão fazer em pleno sol as obras de trevas, e misturar em nossas ações alguma coisa de desregrado, quando não podemos ser vistos. Portanto é completamente contrário à boa educação, conforme São Paulo nos insinua, deitar-se como fazem algumas pessoas, no começo do dia e levantar-se pelo meio-dia. 
"Eu quero que todos vocês meus queridos filhos espirituais, combatam com o exemplo, e sem respeito humano uma santa batalha contra a moda indecente. Deus estará com vocês e irá salvá-los." São Pe. Pio de Pietrelcina

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