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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Travestir-se de homem é o mesmo que igualitarismo?

Alguns católicos pretendem dizer que“o Cardeal Siri escreveu para a época dele e que esta ideologia não existe mais” ou ainda que "o que Cardeal Siri condenou era o 'travestir-se de homem' e não as calças em si" e também dizem: "podemos usar calças de um jeito feminino sem ficar parecendo homem". 

Pretendemos, nesse artigo, demonstrar a falsidade destas afirmações, acompanhem.

Cardeal Siri discorda desse ponto de vista, o igualitarismo existia em sua época e continua existindo hoje


Uma leitura mais atenta percebemos que esse problema não foi tão simples resolver assim como alguns dizem. Muito pelo contrário, de lá para cá só piorou! Não melhorou em nada. Vejam que, como já foi citado em outro artigo, o Cardeal Siri nos diz que o uso de calças pelas mulheres traz consequências em longo prazo, e não é possível ver todos os prejuízos em curto prazo. Sendo assim, obviamente em que geração isso iria piorar? NA NOSSA obviamente e nas que estão por vir. Acompanhe a frase completa: 

“A mudança da psicologia feminina, gera um dano crucial e ao longo dos anos torna-se irreparável à família, à fidelidade conjugal, às afeições e à sociedade humana. É verdade que os resultados de se vestir roupas impróprias não podem ser vistos todos a curto prazo. Mas devemos pensar no que está sendo devagar e articuladamente destruído, despedaçado, pervertido.” 

Outro trecho: “Para resumir quando uma mulher veste roupas de homem deve ser considerado um fator a longo prazo da desintegração da ordem humana.” 

Sendo assim, podemos ver que esse problema não acabou naquela época, ainda piorou muitíssimo mais. O número de divórcios aumentou (como afirma o cardeal sobre a infidelidade conjugal devido à imodéstia), as pessoas já não tem mais noção de pudor, a família está sendo atacada de todos os lados, o homossexualismo está sendo incentivado e visto como normal por boa parte da população e vários outros prejuízos que vieram como consequência da imodéstia das mulheres. Alguns podem dizer que estamos “demonizando” a calça, mas o que eu estou fazendo é apenas expondo as consequências já previstas pelo próprio Cardeal Siri (ele acertou em cheio). Sendo assim, isso não é uma mera opinião nossa, mas fatos que se concretizaram. Não, o cardeal certamente não falou somente para sua época, nem poderia vingar essa interpretação, sendo que o próprio afirma que os problemas viriam em longo prazo como vocês puderam ver perfeitamente. 

Alguns pretendem afirmar que esse igualitarismo é somente quando olhamos para uma mulher, e não há distinção se é homem ou mulher, como nesta imagem abaixo:



Porém, esse igualitarismo condenado pelos sacerdotes da época, pelos santos como São Pe. Pio de Pietrelcina e principalmente pelo Cardeal Siri, não era somente nesse ponto ou quando a mulher é lésbica, por exemplo, e se veste de homem, mas sim quando uma mulher comum usa roupas de homens e isso é provado quando mais adiante o próprio cardeal diz que as calças "ferem a dignidade da mulher frente a seus filhos". As mulheres que usavam calças queriam o que? Queriam ser “iguais” a eles em direitos, queriam independência. E essa igualdade ainda existe na sociedade, e de forma mais generalizada. É raríssimo encontrar uma mulher hoje que queria cuidar do lar e dos filhos. Hoje elas querem ter os mesmos direitos dos homens em trabalhar fora, mesmo sem necessidade, sacrificando a vida dos filhos e os deveres primordiais que o sacramento do matrimônio exige. Muitas vezes evitando filhos sem motivos justos porque “não tem como ter tantos filhos preciso trabalhar” e etc. Essa igualdade não somente se concretizou (foi uma vitória ao feminismo), como está presente na mentalidade das pessoas de forma generalizada, a ponto de nem se darem conta disso (acham normal), dentre outros pontos que as feministas exigiam. 

Os falsos apostolados de modéstia afirmam que, quando as calças surgiram o que era de fato condenado era o “igualitarismo”, ou seja, a mulher “se travestir de homem”, e não as vestimentas em si. Entretanto, vemos que esse argumento é facilmente derrubado, basta vermos imagens das mulheres que usavam calças nesta época (anos 50 e 60), e olhar que elas não tinham essa visão. Porque não se travestiam de homens, elas agiam como mulheres comuns, se adornavam, tinham acessórios femininos e adereços, apenas trajavam calças. Vejam algumas imagens:

Ao lado esquerdo: Audrey Hepburn, atriz de cinema norte-americano e forte influência na disseminação do uso de calças pelas mulheres; Ao lado direito Brigitte Bardot, atriz francesa, considerada como símbolo sexual dos anos 50 e 60, promíscua e que teve também uma forte influência na divulgação do costume de trajar calças.

Audrey Hepburn (1929 - 1993); Marilyn Monroe (1926 - 1962), Brigitte Bardot (N. 1934) , Grace Kelly (1929 - 1982); Modelos de calças da época (1950 - 1960).
Sendo assim cai por terra o argumento de que “basta usar calças e ser feminina ao mesmo tempo” que o problema está resolvido. Lembrando que, o uso generalizado de calças foi disseminado e as mulheres foram ficando cada vez mais influenciadas pelo cinema norte-americano, ávidas por novidades. No filme Sabrina (1954), por exemplo, Audrey Hepburn (1929-1993) usa calças capris justas, enquanto que no mesmo ano São Pe. Pio de Pietrelcina alertava para as modas indecentes, e expulsava esse tipo de mulher do confessionário. A mesma mulher ganhou hoje um álbum especial com centenas de fotos nos falsos apostolados de modéstia, e afirmam ser "exemplo de modéstia católica". Lembrando ainda que o Cardeal Siri, que condenou estas vestimentas viveu nesta época (morreu em 1989).

Então como podemos ver essa mudança na sociedade?

De fato concordamos muitas mulheres que usam calças hoje não o fazem com intenção de ser igual ao homem, não o fazem com um ideal feminista por trás, nem tampouco todas fazem com intenção de se exibir ou mostrar o corpo (não todas mas boa parte sim neste quesito). Sendo assim é possível que boa parte não caia diretamente em pecado, mesmo não tendo noção de modéstia, sabem por quê? Porque para pecar gravemente é necessário conhecimento da causa e consentimento com o pecado. Mas isso não anula o fato de que devem ser instruídas. O fato delas não terem conhecimento dos prejuízos por trás do uso de calças, não torna o uso licito e completamente bom. Podemos comparar isso com esta situação:

1 – Um não Cristão que é um bom homem, mas nunca ouviu falar de Cristo (sem culpa, não faz parte da Igreja aqui na terra). O catecismo ensina que é possível que pessoas assim alcancem a salvação por estarem em ignorância invencível. Certo, mas isso não significa que nós não devemos evangelizar essa pessoa e fazer-la conhecer a Cristo, pois isso seria o ideal compreendem? O fato dela não ter conhecimento e poder se salvar não anula o fato de que ela precisa de Cristo.

E é exatamente o que ocorreu com a sociedade, a mulher usa a calça sem intenções feministas diretas e ainda assim precisa ser instruída na virtude. Porque apesar de estar em ignorância e não pecar diretamente, está causando danos à sociedade sem se dar conta.

Por causa desses fatores percebemos que é necessário lutar contra a sociedade decadente, e não adaptar-se a ela, achando normal o que todos usam. Ainda que todos abandonem nosso Senhor, isso não anula o fato de que ele existe, e ainda que reste apenas um punhado de seguidores na face da terra, a verdade continuará sendo essa, independente de quão generalizado a imoralidade está.

Espero que esteja contribuindo para o conhecimento de nossas seguidoras que frequentemente se deparam com erros que foram incorporados pela sociedade em que vivemos, e até mesmo por católicos mal instruídos na verdade.

Salve Maria puríssima.

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"Eu quero que todos vocês meus queridos filhos espirituais, combatam com o exemplo, e sem respeito humano uma santa batalha contra a moda indecente. Deus estará com vocês e irá salvá-los." São Pe. Pio de Pietrelcina

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