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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O que os rapazes pensam sobre a modéstia? Eis uma opinião!

Texto de Felipe Lustosa


Da minha lista de amigos, daqui desta rede social (Facebook), as mulheres católicas que mais demonstram preparo doutrinário, devoção e piedade, fervor na fé, fidelidade com a Santa Tradição da Igreja, são as mesmas que rejeitam o uso de calças. Só usam saias e vestidos muito modestos. Há algumas exceções entre as que ainda não abandonaram as calças, é verdade. Mas o quadro geral é este. Tirem -- ou não -- as conclusões que quiserem.

Tudo o que há de belo, virtuoso e modesto, inerente à dignidade, psicologia e perfeição da mulher, parece destacar-se com o uso exclusivo de saias e vestidos modestos; e todas as salutares, necessárias e sublimes diferenças entre os sexos, que fazem com que eles se completem um ao outro e supram satisfatoriamente as necessidades da prole, também parecem reluzir com mais notoriedade quando homens e mulheres distinguem-se o quanto melhor na vestimenta. Parece ser esta a razão de o Evangelho estabelecer: "A mulher não se vestirá de homem, nem o homem se vestirá de mulher: aquele que o fizer será abominável diante do Senhor seu Deus" (Deuteronômio XXII, 5).

Mesmo correndo o risco de parecer impertinente ou atrevido, eu convidaria todas as mulheres católicas a abandonar de vez o uso de calças e outras vestes masculinas. De um modo que, com este gesto, elas realizem um ato de repúdio e de libertação contra os maus costumes e paradigmas que, há décadas, oriundos das mais venenosas e pestilentas influências, e almejando masculinizar a mulher, com vistas ao alcance do diabólico e embusteiro ideal de igualdade entre os sexos, promoveram o uso de calças entre as mulheres, ao mesmo tempo em que solapavam a modéstia, o pudor e a virtude cristã nos trajes, em prol das mais indecentes, escandalosas e horrorosas modas, todas elas impulsionadas pelas piores paixões.

Por que você, mulher católica, deveria consentir ou se submeter a isso? Por que fazer parte disso? Por comodidade? Por hábito? Por vaidade? Por respeito humano? Moça, você é cristã. Estas paixões não podem guiar a sua conduta. Você faz parte daquele ilustre batalhão de combatentes que vivem para fazer guerra contra si mesmos, contra as más inclinações, no campo de batalha do amor próprio, no qual os cadáveres dos pecadores tombados jazem por todos os lados, apodrecidos, e exalando um fedor incomparável. Apenas pessoas insensatas deixam-se conduzir pelas correntes dos tempos, sem entendimento. Uma mulher insensata do século XVIII usava saias e vestidos modestos porque todas as outras usavam também. Uma mulher insensata do século XXI usa roupas que todas as outras mulheres usam também. É sempre assim com os tolos, não só na vestimenta, mas em tudo mais.

A mulher cristã, que é muito sábia, porque tem a fé, não se comporta do mesmo jeito. Ela sabe que deve vestir-se de certo modo, e sabe quais razões, e que razões!, a impelem. Não importam quais sejam os hábitos, costumes e as modas do mundo: a mulher cristã não os segue, porque ela não é do mundo, não extrai do mundo o impulso para comportar-se ou vestir-se desta ou daquela forma. A mulher cristã impõem-se ao mundo e volve os olhos para tudo o que for mais sublime, elevado e puro. Não quer saber de nada mais, e aceita sem delongas pagar qualquer preço para poder sempre, e mais e mais, assemelhar-se a um anjo do céu.

Por que você, mulher católica, deixaria de lado não apenas a oportunidade de vestir-se como as nossas santas e virtuosas mulheres cristãs do passado, que viveram em séculos cristãos, que ajudaram a edificar a civilização católica, que geraram e educaram multidões para o céu, que deram os mais admiráveis exemplos de coragem e piedade, se vestiam, mas também a oportunidade de abandonar de vez uma espécie de vestimenta que era usada apenas por homens, e só passou a ser universalmente usada pelas mulheres ocidentais em época de apostasia e de império do mal, e que abarrota os guarda-roupas de atrizes, dançarinas, cantoras, feministas e tantas e tantas outras laias de mulheres de almas imundas pela lama fétida do pecado?

Eis a ocasião mais vantajosa para o empreendimento de todas as mais radicais mudanças de comportamento que conduzem as mulheres católicas em direção a tudo o que for mais integralmente cristão, mais puramente católico, mais perfeitamente santo. Porque, se temos que enfrentar todas as desgraças de uma época pagã e ateia, com os seus hedonismos, barbaridades e selvagerias peculiares, por outro lado, sempre estará ao alcance de todos nós, felizes desgraçados que somos, a oportunidade de acumular maiores merecimentos aos olhos de Deus, desde que sempre nos esforcemos para, sem desculpas, sem subterfúgios, sem estupidezes e tolices, abraçar de coração tudo o que for mais belo, mais ordenado, mais perfeito, seja na vestimenta, seja no que for.

Porque aquele humilde marinheiro que, diante do iminente naufrágio da nau, debaixo da tempestade, ao estrondo dos trovões, ao furioso movimento das águas, permanece firme em seu posto, enquanto que todos os demais se deixam, uns mais, outros menos, consumir pelo desejo de pular fora, de livrar-se de seus deveres, de tirar pesos das costas, aquele marinheiro, por mais obscuro, ainda que não consiga impedir o desastre do naufrágio e morra da pior maneira, esquecido e desprezado, ainda que o seu nome jamais seja novamente pronunciado por ninguém, pertencerá, em verdade, à estirpe dos mais ilustres senhores dos mares.

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"Eu quero que todos vocês meus queridos filhos espirituais, combatam com o exemplo, e sem respeito humano uma santa batalha contra a moda indecente. Deus estará com vocês e irá salvá-los." São Pe. Pio de Pietrelcina

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